segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
+ um passeio familiar
Jovem moradora da cidade morena e brilhante jogadora de xadrez, que sabe como ninguém o posicionamento de um peão no tabuleiro. Parabéns Bibi, pelo seu 14º aniversário.
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Pedalar em São Paulo
O engenheiro civil e empresário paulistano Pedro Ricciardi, 38 anos, fez o que muitos de nós já pensamos em fazer: aposentou o carro para ir trabalhar de bicicleta. Ele mora no Jardim Paulista e trabalha a cerca de 7 quilômetros, na Vila Madalena. De carro, em horários críticos, levaria até uma hora. De bicicleta, são 20 minutos, ao longo de ruas arborizadas e de pouco movimento: "Vou num ritmo mais tranqüilo, para não chegar muito suado". Em muitos países a magrela faz parte da cena nas metropóles. Em Nova York e outras grandes cidades americanas, serviços de entrega rápida são feitos por ciclistas. Na Dinamarca, a prefeitura de Copenhague tem um serviço em que o cidadão pega a bicicleta em determinado ponto, usa e depois a deixa em outro lugar. Mas, em matéria de charme, nada se compara à Holanda: há cerca de 20 milhões de bicicletas para 15 milhões de habitantes e uma quantidade de ciclovias equivalente à de estradas. Tudo bem, São Paulo não é nenhuma Amsterdã, mas se houvesse mais "pedros" já faria aquela diferença.
Fonte: clique aqui-.-.-.-.--.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
A última de 2007
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Um Ciclo passeio
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
EM CUBA
Tomo a liberdade de reproduzir a carta do Marcelo , que circulou na lista da bicicletada. Ações e relatos iguais ao dele, nos fazem acreditar que sim, outra São Paulo é possível, assim como em nosso país e no planeta. Vamos aguardar as publicações no blog, e tb as imagens.
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Ola!
Estou matriculado na ISDI, Instituto Superior de Design. Vou fazer um curso de 1 mes que inicia dia 7 de janeiro e termina dia 4 de fevereiro, e volto pra sampa dia 5. Tem tanta coisa pra dizer que nem sei por onde comecar. Bom, vou contar um pouco de coisas simples daqui: aqui todo mundo respeita as bikes e os pedestres. Por exemplo: se um pedestre pisa na faixa de pestres todos os carros, motos e bikes param na mesma hora, ate o ultimo pedestre. Bikes nao podem passar no farol vermelho senao a policia multa. extrangeiro ou nao! Outra coisa. se vc for fazer compras em qualquer lugar, feira, mercado, lojinha... tem que levar a propria sacola, ou saquinho. ou entao tem que comprar o saquinho de plastico. Padaria, sai todo mundo com o pao no suvaco...e geralmente sao umas baita baguetes, Pao frances nao existe. Uma garrafa de rum Havana Club de um litro custa 7 reais, e um rum local do povo, que tb eh muito bom, sai por 4 ou 5 reais. Ja os runs especiais, 7 anos chegam a valer no maximo 25 reais..
Naso sei se vcs se lembram que eu tava fazendo um bagageiro pra bicicleta como TCC/TGI?! POis mudei completamente de ideia, e pretendo fazer uma bike inteira, depois que vi as bikes daqui, quero fazer uma mistura de bike cargueira com transporte de pessoas. Nessa universidade de design, estou em contato com professores que vao me ajudar a fazer esse projeto, apesar do curso ser voltatado para teoria em cartazes. Estou aprendendo processos serigraficos que envolvem mais de 20 telas para uma mesma imagem, seja em camisetas, seja em papeis. O documentario que sera feito aqui sobre as bicicletas como meio de transporte, sera dirigido pelo Ricardo Guidara e filmado por pessoas da escola de cinema de Cuba, a EICTV.
A fotografia de cuba inteira eh espetacular..qualquer foto ficaria irada, por causa da arquitetura e dos carros e bikes...tudo lindo... mas o grande problema eh que quase todos os carros sao a diesel e poluem muito o ar..eh meio foda de pedalar na cidade pois esses carros nao tem filtro algum. Por outro lado as bikes cubanas sao iradas como meio de transporte e para transporte de cargas...verdadeiros caminhoes! Os Bicictaxis levam mais cubanos que turistas! Infelismente nao tenho como enviar fotos, mas tenho acompanhado os mails da bicicletada e esta lindo demais o trabalho que estao fazendo com os graffitis. Aqui em Cuba todo mundo gostou da ideia, mas felismente aqui nao precisa disso pois ja tem sinalizacao em todas ruas para as bikes. O periodo Especial na decada de 90 fez com que a necessidade do povo cubano falasse mais alto que todos os meios de transporte, e por isso todo mundo usava as milhares de bicicletas chinesas que o governo deu para o povo. Ainda eh posssivel comprar uma bike dessas, por 20 dolares. Ja a cerveja custa dois paus em qualquer lugar. Aqui estou vivendo como um cubano, pois existem duas moedas em circulacao. CUC pra extrangeiro e moeda nacional, cuja relacao eh de 25 pra 1. Nos primeiros dias quando eu ainda estava desligado, pagava 25 vezes mais que os cubanos, apesar de os precos aqui serem quase o mesmo que em sao paulo. Ja tenho muitos amigos e estou participando de um projeto de arte, fazendo graffiti e criando cartazes, que levarei para o Brasil depois... alem de uns charutos cubanos pra gente fumar junto!
Marcelo
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Dia 21
Ação direta por cidades mais humanas.
Diversão, educação e prazer no espaço público.
concentração lúdico-educativa: 18h
pedal para humanizar as ruas: 19h30
* E no dia 28/12, a última edição da Sexta de Bike. Mesma bike-hora, mesmo bike-local. *
: . : . : . relatos, fotos e vídeos
: . : . : . panfletos e cartazes
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final de primavera
e depois pedale...
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Cogito ergo sun
No século XXI, o mkt inverteu a lógica: Consumo, logo existo...
presenteia os ricos
cospe nos pobres"
Em dezembro 2
Bicicleta em São Paulo é recolhida como se fosse lixo: O fato ocorreu na mesma semana em que as autoridades municipais comemoraram aprovação de empréstimo na Câmara para construção de ciclovias na cidade de São Paulo. O texto do ouvinte-internauta-ciclista André Pasqualini, um dos organizadores do site Bicletada, que reproduzo a seguir, mostra que não basta dinheiro, projeto e discurso, é preciso que a cidade e seus representantes estejam comprometidos com a causa:
"No dia 07/12, as 15:20h, o cidadão Ismael Sendeski teve sua bicicleta apreendida pela Sub Prefeitura de Pinheiros com base na lei municipal Lei 13478 art 160. Ismael trabalha na Galeria Ouro Fino, na Rua Augusta e como a galeria não dispõe de estacionamento para bicicletas ele era obrigado a estaciona-la em um poste na calçada.
O artigo citado é esse: Art. 160 - É proibido expor, lançar ou depositar nos passeios, sarjetas, bocas-de-lobo, canteiros, jardins, áreas e logradouros públicos, quaisquer materiais e objetos, inclusive cartazes, faixas, placas e assemelhados, excetuados os casos previstos em lei.
A lei na qual esta baseada a apreensão é muito subjetiva, mas deixa a entender que se refere a lixos e placas depositadas nas calçadas (placas de empreendimentos imobiliários). Mas segundo conversa com o funcionário da Sub de Pinheiros, ele considerou a bicicleta como um "objeto" e efetuou a apreensão. Com isso houve diversas irregularidades por parte da Sub prefeitura em questão e vamos a elas.
1º) Bicicleta não é lixo, é um veículo e como tal, apenas poderia sofrer a apreensão pelas autoridades competentes (CET). No mais, o código de trânsito não prevê a apreensão de bicicletas presas nos passeios.
2º) Existe uma lei municipal, a Lei 13995 que obriga os estabelecimentos comerciais de grande afluxo de público a destinarem estacionamento para bicicletas. Como a lei de 10 de junho de 2005 ainda não foi regulamentada e não prevê punição, o ciclista é obrigado a contar com o bom senso dos donos dos estabelecimentos comerciais.
3º) Juridicamente falando ocorreu um "ato coator" que seria o seguinte: "Coator é o ato, fato ou evento administrativo que viola, limita ou ameaça injustamente o livre exercício de um direito líquido e certo. Neste caso, o agente fiscal extrapolou os limites legais de sua atuação, afetando o direito líquido e certo do Ismael de deixar sua bicicleta pressa no poste, enquanto não cumprida a norma que prevê que todos estabelecimentos comerciais devem ter paraciclos. Apesar de justificar seu ato numa lei, seu ato foi ilegal pois não aplicada no caso concreto."
Com base nisso, os ciclistas da Bicicletada que já iriam se encontrar nessa sexta para a tradicional concentração “lúdico-educativa”, estão planejando algumas ações para alertar a população e aos demais ciclistas da cidade os riscos que eles correm por terem escolhido a bicicleta como seu principal meio de transporte. Já que isso abriu um enorme precedente para a prefeitura realizar uma verdadeira "limpa" nas bicicletas da cidade.
Para quem não sabe, os ciclistas da Bicicletada são os que foram responsáveis pelas bicicletas pintadas nas ruas da cidade, pela “Ghost Biker” (Bicicleta Fantasma) em memória dos ciclistas que morreram na cidade de São Paulo e de inúmeras outras manifestações lúdicos-educativas que já promoveram na cidade em prol de um transito mais humano, por menos espaços para os carros e mais espaço para as pessoas".
Relatos e Fotos:
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Fotos:
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Vídeos:
( 1) Fourier
(2) Fourier
(3) Fourier
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sobre a bicicletada 1, clique aqui
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Adelante
Sim, realmente foi um aula de cicloviagem, com o mestre André; de solidariedade com o Salada e determinação com o Mário Cana.
fotos pedalante
Em dezembro 1
Capitão, você precisa pedalar novamente conosco.
Outros Relatos e Fotos
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Atropelamento e Fuga

12/12/2007 - 17:01:43
http://www.clicabrasilia.com.br/portal/noticia.php?IdNoticia= 44298
Um ciclista foi atropelado na tarde de hoje no Setor de Indústrias Gráficas. Leandro Ribeiro Aguiar foi atingido por um carro verde placa MOJ-0726. O motorista fugiu.
O acidente ocorreu por volta das 14h na quadra 2. Leandro ia para o trabalho quando foi atingido pelo veículo. Com o impacto, o ciclista foi lançado em cima de outro veículo. Leandro foi levado ao Hospital de Base consciente.


ainda bem que não, pois o ciclista não morreu. E é sortudo este, pois até a placa do carro caiu, pra identificar o motorista!
Aliás, o Sergio Tourino deu a idéia: as placas deveriam ter um sistema ejetor. Em qualquer pancada ou atropelamento, ela cairia no chão. Não precisa nem ser a placa propriamente dita, mas alguma plaqueta com dados, que uma perícia simples acharia pelo chão.
Denir
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Um presente
sábado, 8 de dezembro de 2007
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Dezembro promete
Em dezembro, toda sexta-feira (07, 14 e 21) tem celebração do espaço público e massa crítica nas ruas. É a "Sexta de Bike", bicicletas com asas na cidade que parou sobre quatro rodas.
Arte: Mona Caron - 30/11/2007 - na Praça do Ciclista em SP.

Participe: toda sexta-feira de dezembro.
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E em novembro...
Na última sexta-feira de novembro, cerca de 60 pessoas ocuparam as ruas para celebrar o espaço público na Bicicletada mensal. Com direito a "Ghost Bike" na Berrini, painel de Mona Caron na Praça do Ciclista, bicicletas no asfalto, confraternização nas ruas e um pedal legal para aliviar o congestionamento monstro de cada dia.
Fotos:
Relatos com fotos:
Pra lembrar:
A próxima Bicicletada acontece em 21 de dezembro, extraordinariamente na penúltima sexta-feira do mês.
A 1ª Bicicleta Branca de SP
Soneto do amor total
(Vinicius de Moares)
Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade
Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
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Em protesto, bicicleta velha pintada de branco foi pendurada na Avenida Luiz Carlos Berrini. Até julho, 47 ciclistas morreram em acidentes nas ruas de São Paulo. Ardilhes Moreira e Daniel Santini Do G1, em São Paulo .
"Em protesto contra o alto número de ciclistas mortos em acidentes de trânsito, um grupo pregou a primeira "bicicleta fantasma" de São Paulo em um poste da Avenida Luiz Carlos Berrini. Além de colocar uma bicicleta velha toda pintada de branco no poste, os ciclistas também marcaram no chão o local onde um homem de 30 anos morreu, ao ser atropelado por um ônibus enquanto pedalava na via, em 15 de agosto de 2006.
No exterior, onde este tipo de protesto é bastante comum, as bicicletas pregadas nos postes são conhecidas como "ghost bikes" ("bicicletas fantasmas" em inglês).
"A idéia é alertar a população sobre o que está acontecendo. Em 2006, morreram 84 ciclistas na cidade", diz André Pasqualini, que, além de participar do protesto, organizou dados da CET em um mapa na internet para apontar onde aconteceram as mortes de ciclistas na cidade em 2006. "
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terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Arte e Diversão: Bicicletada de novembro.
Muita coisa para escrever, sobre essa bicicletada:
- Ver a Mona Caron, grafitar na Paulista e ainda pedalar com ela.
- Colaborar com algumas peças, ajudar no transporte e escolta da 1ª bicicleta branca da cidade, para homenagear os ciclistas, que agora não mais pedalam.
- Auxiliar na pintura da famosas "cicletinhas", nas ruas e avenidas de nossa cidade.
E principalmente, pedalar ao lado de outros 62 ciclistas...
"sexta foi maravilhoso, emocionante, potente, transformador, alegre, divertido pra caramba." Luddista, por email.
"Eu vi as fotos da última Bicicletada na Paulista, muito legal o que fizeram! Adorei a idéia de pendurar uma bike no poste e fazer uma homenagem a um ciclista falecido =/" Guta por email.
Outros Relatos:
Apocalipse Motorizado
BigSP
CicloBR
Contraponto e Fuga
Fotos:
Andre's
Contraponto e Fuga
Lilx
Luddista
Que Geografia
Em dezembro, um artigo sobre o Uso das bicicletas na cidade de Ubatuba ( veja abaixo), na revista Scientific American. Na lista de discussão da bicicletada de SP, muita crítca. O que proponho:
- Visitar o Prof° Aziz, e expor nossos argumentos sobre o uso da bicicleta em nossa cidade.
- Aproveitar o momento e entregar uma cópia do Documentário, Apocalipse Motorizado; Legislação paulistana sobre o sistema cicloviário; textos e entrevistas.
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O PAPEL SOCIAL DAS BICICLETAS
O uso do veículo em Ubatuba promove uma atmosfera urbana educada e estimulante
por Aziz Nacib Ab`Sáber
O uso habitual e generalizado da bicicleta em uma cidade qualquer depende de alguns fatos essenciais. Num lugar prioritário entra a questão das características morfológicas do sítio urbano, onde a cidade estabeleceu sua estrutura de ruas, praças e tentáculos.
Cidades nascidas e crescidas em rasas planícies de restingas propiciam o uso mais amplo de bicicletas, engendrando um papel social que raramente tem sido registrado. Por sua vez, cidades implantadas em regiões acidentadas, desenvolvidas espacialmente em encostas de morros, morrotes e colinas, têm grandes limitações para o uso mais amplo de bicicletas. É o caso dos organismos urbanos estendidos por colunas onduladas possuidoras de rampas e ladeiras como alguns dos pontos tradicionais, que perderam a chance da utilização mais intensa dos biciclos. Ainda que pudessem ter ciclovias de uso parcial, limitadas a setores mais planos de seu sítio urbano, como planície e terraços fluviais. No caso, torna-se inoperante a pressão de pessoas simplórias e da mídia na defesa de um sistema urbano de ciclovias. Tendo-se de considerar sempre para as grandes cidades o problema da intensidade do emaranhado de veículos de toda sorte. Não é preciso dizer que estamos pensando no caso da Grande São Paulo. Nessa conjuntura, o uso da bicicleta em redes mais amplas é praticamente impossível.(Grifo nosso).
Bons exemplos de cidades situadas em planícies acontecem ao longo da costa brasileira, ao fundo das enseadas e de baías. Enquadram-se nesse tipo Recife, Aracaju, Ilhéus, Vitória e Campos. Mais para o sul, há ainda Ubatuba, Bertioga, Praia Grande, Itanhaém, Peruíbe, Paranaguá e Itajaí. Bem mais para o sul, Tramandaí, Pelotas e Rio Grande. Por razões muito particulares, é digno de considerações mais específicas o caso mais impressionante do papel da bicicleta na região de Ubatuba.
Observações prolongadas sobre o uso da bicicleta na cidade de Ubatuba demonstram o extraordinário papel social que ela desenvolve em uma pequena cidade praiana no litoral norte de São Paulo. Percebe-se de imediato que, independentemente do caráter sazonal que marca a dinâmica da vida urbana citadina, o uso dos biciclos é absolutamente permanente no cotidiano de Ubatuba. Os que vêm de fora são obrigados a usar automóveis para chegar, transitar e participar das oferendas paradisíacas da paisagem costeira. A disputa por estacionamento nas avenidas praianas, no distrito central de comércio, ou nos supermercados e shopping centers documenta o uso dos espaços urbanos por aquela parte da população que vem de centenas de quilômetros de distância. Incluindo, no caso, as pessoas que possuem apartamentos ou moradias na cidade ou seus arredores.
O caráter principal do uso das bicicletas está relacionado com uma movimentação que envolve, sobretudo, os adolescentes de ambos os sexos. Rapazes e moçoilas de todos os quadrantes vêm para o centro da cidade e percorrem a beirada da praia, compram mercadorias singelas. Dirigem-se ao banco para pagar dívidas. Tomam um café ou um suco barato em bares previamente conhecidos. Compram cadernos e materiais escolares
Ao cair da noite, as casas mais simples dos moradores de Ubatuba, no centro expandido – bairro do Perequê-Açu –, permanecem escuras e com pouca presença humana. Muitas mães usam o ambiente das igrejas para passar algumas horas fora de casa. Enquanto os jovens – moças e rapazes – circulam à noite como se fosse de dia. Não existe qualquer perigo de assalto ou agressão. Ao atravessar o movimentado calçadão do centro, educadamente todos descem do biciclo, empurrando calmamente o veículo até o reencontro de ruas e ciclovias. Assim, Ubatuba tornou-se uma cidade que não é só para homens. E sim um mundo urbano educado e estimulante para as mulheres.
É verdade que as pessoas de mais idade – e as gordas e obesas – mal usam a bicicleta, mas predomina por todas as ruas, avenidas e setores de rodovia o uso estimulante e social do veículo. Para os jovens, incluindo rapazes e moças, cria condições saudáveis e de excelente uso da liberdade pessoal.
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Nossa Massa Crítica
O Dia da Consciência Negra é um dia para se refletir sobre a igualdade de direitos. Por isso é importante que se comemore a data como sendo de todos os brasileiros que lutam por uma sociedade democrática e que contemple a diversidade.
Algumas sugestões:
- Realizar uma oficina da coopbike - manutenção de bicicletas;
- Focar todas as energias dos ativistas na bicicletada mensal.
O Terminal de ônibus de Pirituba tem bicicletário, mas também tem roubos de bicicletas, como nos relatou o G.B.
Devemos ou não continuar a realizar, mensalmente, todo 3° sábado do mês, esse evento e com esse objetivo?
Outras fotos