quarta-feira, 18 de junho de 2008

Pedalada dos Pelados

Foto: Tessie 27


Foi sábado, 14 de junho. Uma data que ficará marcada na memória dos habitantes de nossa grande cidade. Um sem número de ciclistas, alguns pelados, outros quase ( como nas fotos acima). Um acontecimento nada legal (aqui o trocadilho é proposital): a prisão de um Cicloativista. Prendeu um, Prendeu Tod@s!!

dizem que ela existe para proteger...
Foto: Luana

Para ler mais:
Gira me

NakedWiki SP

Fotos:

Pedalante

Tessie 27

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Um congestionamento ao outro

Só para lembrar: dia 10 de maio de 2008, quem inaugurou o Estilingão/estragado/estagnado, foram os ciclistas e os diversos manifestantes, que lá protestavam...



Foto: Polly


"(...)Em tempo:

Diálogo rápido com um motorista de táxi, num engarrafamento em São Paulo às 21H30M de ontem, segunda-feira, dia 16:

- Como se resolve isso, meu ?

- Com a Ponte “estaiada” (a tal “bonitinha, mas ordinária”), respondi. (*3)

- Qué é isso, meu. Aquilo vive engarrafado.

- Então, só com metrô.

- Então: por que o Serra não faz o metrô ?

- Porque não tem grana.

- E como é que ele pode arranjar grana ?

- Só tem um jeito, disse eu. Só se ele aumentar os impostos.

- Você tá brincando comigo. Mais imposto ? Sem essa, meu.

- É o único jeito.

- E por que não derrubam o Minhocão e fazem uma passagem por baixo.

- Não resolve e é muito caro. Além do mais, eu disse, acho o Minhocão muito bonito.

- Que é isso, meu ... aquilo ?

- É, mas eu acho, desculpe. Gosto não se discute, ponderei. Nem gosto, nem religião, nem futebol, não é isso ?

- É, você tem razão. (Silêncio.)

O engarrafamento não se movia.

- E o Dunga, hein, meu ?, ele perguntou.

- Vamos tomar um ferro da Argentina, vaticinei.

- Você quer saber, meu ?

E ele sentenciou:

- O Dunga é o Serra do futebol: não faz p ... nenhuma.

(*3) Só em São Paulo se imagina que alguém possa chamar uma ponte de “estaiada” ..."

do blog Conversa Afiada do PHA

Para ler mais sobre a inauguração do Estilingão/estragado, clique nos links abaixo:

Apocalipse Motorizado

Contraponto e fuga

Gira-me

Fotos:

Águia Dourada

CMI - Mídia independente

Pedalante

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Para domingo


Vamos nos encontar, para uma reunião realizar, e que tal um pão sem queijo Vegano?( dica da Laura Kim)



PÃO-SEM-QUEIJO DA VANESSA VEGAN
Ingredientes:
- 2 batatas e 1/2 em purê;
- sal a gosto;
- 1/2 copo de óleo;
- 100 g. de polvilho azedo;
- 250 g. de polvilho doce;
- 1/2 copo de água morna.
Misturar tudo e fazer pequenas bolinhas.
Dispor as bolinhas na fôrma de modo a não grudarem umas nas outras.

Assar em forno médio; não precisa untar a fôrma (mas é necessário virar na metade do tempo para dourar por igual).
Delícia!

-.-.-.-.-

REVOLUÇÃO DA COLHER

E você irá?

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terça-feira, 17 de junho de 2008

SUA BICICLETA FOI ROUBADA


"Pois é pessoal,

Num momento que ainda nem abaixou a poeira do WNBR, e faltam 2 semanas para a
bicicletada junina, fui - como sempre - trabalhar de bike.
Como os arredores não oferecem lugar para parar a bicicleta com segurança, acostumei deixá-la num poste junto de um ponto de táxi, presa por 2 cadeados daqueles de bicicleta mesmo (espirais grossos). O Bicicletário do Shopping West Plaza agora só abre às 10:00, então quando é mais tarde, descia e levaba a bike para dentro do Shopping.
Eis que ao descer para guardar a bike, ela não estava mais lá. Simplesmente algum indivíduo se apossou dela. Não há testemunhas nem rastros.
Em outubro de 2002 foi roubada a minha Sundown Brisk (que comprei com muito esforço), e no natal de 2002, meu pai me presenteou com esta Sundown Max Hill. Agora, em 17 de Julho de 2008 o círculo está fechado.
Agradeço a minha bike, pois foi com ela que descobri o cicloativismo, a bicicletada, a saúde, a economia, a alegria de viver, e pessoas tão amigas quanto vocês. Apenas espero que minha Sundown Max Hill ache no futuro uma boa pessoa que possa cuidar dela com tanto empenho quanto eu lhe dediquei."
L. C.

p.s. L.C., se precisar te emprestamos uma bicicleta para você.

-.-.-.-.-.-

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Que belo dia

Imagens e poesia, que belo dia dos namorados...


Num canto qualquer...

Num canto qualquer você nasceu
E dele fugiu assim que cresceu
Num canto qualquer você se encontrou
Quando viu que só sonhou.

Num canto qualquer você quis sorrir
Mas te apontaram um caminho e te fizeram partir
Num canto qualquer você chorou
Quando pela primeira vez amou
E viu que se fizera mulher
Num canto qualquer...
Jac

-.-.-.-.--.

GRITAREMOS


"Sábado está aí e queria muito encontrar muitas mulheres na Praça do Ciclista!!! Como mulher, sei que existe, em muitos casos, a vergonha, os tabus, a conotação sexualizada bem brasileira da exposição do corpo feminino... com tudo isso imposto a nós desde meninas... bom, fica bem difícil se imaginar indo a esse encontro.

Mas existe muito mais do que isso. Gente, simbora! As razões para engrossarmos as fileiras femininas de sábado não são poucas. Quem é mulher, e quem repara, sabe do que a gente passa no trânsito. Não é só a covardia do motorista diante do ciclista. É a completa falta de respeito importunando aqui e ali. Expressões de baixo calão, exclamações em tom debochado, fora o desrespeito físico, que nossa... não dá ..... MESMO!

Então, estar nessa versão paulistana do WNBR é uma forma de dizer que nós também estamos ali. Também nos sentimos desnudas nessa loucura de cidade e que É NORMAL estarmos ali. Fazemos parte! Mulherada, somos trânsito!!!! Queremos respeito. E uma ótima forma para darmos mais uma pedalada adiante nisso é nos colocarmos presentes. É fazer o nosso coro. Junto de todos. Tornar cada vez mais comum a presença feminina. Integrar essa voz que exige.

Pode ser que a maioria não consiga ir à carater (rs) e, confesso, que eu tenho, sim, vergonha. Raízes... Acho que o máximo que "ouso" é algo do tipo praia. Mesmo assim não vai ser fácil, não! Mas o importante é estar lá. Mesmo vestido(a). Porque é um primeiro passo. Como as primeiras bicicletadas, com pouquíssimas pessoas, com nenhuma mulher. E São Paulo precisa se acostumar com a presença do ciclista. Trazer para o consciente (que é muito seletivo e difícil de mudar) a possibilidade da presença do ciclista. Se encantar com as pedaladas da ciclista.

Isso não é legal? Acharia lindo muitas meninas lá! Com a repercussão que isso promete, vale muito à pena mostrar que temos algo a dizer... mesmo sem falar.

Total apoio a todas as meninas. Assino com duas presenças: eu e a minha irmã.

Beijos aos que sonham e não têm medo de dar o primeiro passo (imitando os finais do Márcio, que são belíssimos!)

Chantal.
"Porque há o direito ao grito. Então eu grito." (CL) E cada um grita do jeito que quiser...

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Como tirar a Roupa!

imagem naxanta, dica do Luddista


SE ESTA É A SUA PRIMEIRA WNBR...*

WNBR = Vocês já sabem
WNBRr = Pessoa que participa do WNBR



1- Um... dois.. e... três! Tirar a Roupa!

1.1- Vou me despir com este corpo?

Acho que sim, não creio que haja tempo útil para comprar um novo corpo nas liqüidações de temporada, não há outra solução senão utilizar o que temos, mesmo não gostando dele completamente. Ainda bem que não todo mundo pode ser top-model ou Mr. Universo. Eles são uma minoria cujos corpos são ferramentas de trabalho conseguidas muitas vezes às custas da saúde e um bom "Fotochopps ;-)" nas revistas. O resto é o que vemos a diário no espelho, ou nas praias e piscinas. Nús gloriosos, cheios de traços únicos e profundamente pessoais que nos
diferenciam de uma vulgar "top" Desnudos gloriosos, llenos de rasgos únicos y rotundamente personales que nos diferencian de una vulgar "top" ou um "Mr." medíocre. Já é hora de elogios
para nós mesmos né? Se uma ruga é bela, e é, os pneuzinhos não são menos sublimes.

1.2- Mas como vou me despir no meio da rua? Não é tão fácil...
...Nem tão difícil. O segredo, que nem nas pizzas, está na massa. Se há uma massa de cidadãos tirando a roupa juntos, fica incrívelmenet fácil. O que para uma pessoa é impossível por vergonha e medo, fica facílimo e divertido ao ser feito em conjunto, num ambiente de festa e simpatia.
E ninguém se sente observado por ninguém; se ficarmos nús num grupo de pessoas nuas, os tabús desaparecem como por arte de mágica e vemos nossa pele e a dos outros com a mesma naturalidade que observamos um corpo coberto por peças de roupa.

1.3- O que vai dizer o pessoal ao me ver assim?
Dizer, pouca coisa. O normal é que o pessoal bata palmas e dedique entusiastas gritos de ânimo. Deixa que te admirem. Também ninguém vai dedicar muito tempo em tentar te reconhecer: a uma certa distância é difícil distinguir dentro do conjunto de WNBRrs o rosto de uma pessoa; e se o grupo for muito numeroso fica difícil até distinguir homens de mulheres, a própria quantidade de WNBRrs e a posição que levamos na bike gera uma imagem homogenea. No meio do grupo é mais fácil ser identificado pela bicicleta que pelo corpo (por que então tanta dieta e academia...?). E se você tem verdadeiro interesse em preservar o anonimato, uma máscara de médico, dentista, pintor te fará irreconhecível. Muitos pessoas que pedalam as utilizam no cotidiano para não respirar a fumaça dos carros.

2- Quando o Sol esquenta

2.1- Eu aplico creme em você e você em mim O sol esquenta de verdade. Ao acontecer a WNBR a pleno sol, é necessário o uso de protetor solar adeqüado ao nosso tipo e cor de pele. Melhor colocar um pouco mais que o normal já que a duração do passeio é indeterminada. Você pode passar o protetor antes de sair de casa ou ao se despir. Sem molhar o corpo, a proteção ressiste por três horas, ou mais.

2.2- Sol aqui e acolá, pintando os corpos

Há WNBRrs que enfeitam seus corpos com desenhos chamativos e frases reivindicativas... e ficam com eles estampados na pele até o verão, pois a tinta age como filtro solar. O resto da pele fica exposto à ação dos raios "Ultra-violentos ;-)" e bronzeia-se (ou queima-se) deixando a marca dos desenhos. A solução é passar o protetor solar antes da pintura. Nada somos sem um creminho.

3- A cabeça também é WNBRr?

WNBR é andar de bicicleta sem roupa, mas há complementos que não são necessariamente 'roupa' e que resultam altamente recomendáveis por motivos de saúde e segurança: básicamente chapéu para se proteger do sol (ou capacete para que use) e calçado. Se não possui alforjes, leve uma mochila para guardar a roupa, documentos, etc. A roupa mais apropriada para WNBR é aquela que permita ser colocada e retirada em poucos segundos: vestes largas que não
grudem no corpo nem se enganchem por exemplo no calçado, já que colocar e tirar os sapatos é lento e embaraçoso na rua.


4- Qualquer um pode subir na bicicleta.

4.1- O que é esse negócio preto?
Esse negócio preto e o seu selim. O selim de toda uma vida. Agora você vê ele com outros olhos, parece que vai morder exatamente onde você está pensando, mas não vai. É confortável como sempre foi, só precisará ter um cuidado adicional ao montar nele. Trate-o com delicadeza e ele cuidará o que você tem de mais frágil. O bico parece mais afiado do que você pensava, mas não tem nada não, não se trata de um estuprador ou castrador. Em cinco minutos nem lembrará dele.

4.2- @#%* de bicicleta! Tinha que quebrar bem agora?

Talvez ela queria também um pouco de atenção. Leve na bagagem algumas ferramentas e kit remendo de pneu. Não é necessário levar a oficina nas costas; basta alguma chave para apertar aqueles parafusos inconvenientes (pequenas multi-ferramentas nessa hora são um mão na roda, literalmente. Existem também aqueles sprays de espuma de latéx para pneus furados. Se a
avaria é coisa demorada, e existe o risco de ficar para trás, o melhor será colocara roupa e, com mais tranquilidade, consertar a bike. Com sorte dá para alcançar o pessoal novamente, se despir e continuar curtindo. Além do mais, no meio de tanta bicicleta, sobrarão amigos para consertar a nossa avaria.

4.3- Pedalando e Peladando

Não é a volta Ciclística de São Paulo. O ritmo da pedalada é bem lento, não é uma corrida e sim uma passeata. Vamos aparecer, embora pareça mentira, não somos invisíveis. Na frente do grupo haverá alguém marcando o rumo e o ritmo, não há mais preocupação do que manter o ritmo e manter o grupo unido. Se vai tirar fotos, não perca contato com o grupo e não fique muito longe na frente, isto poderá fragmentar a WNBR e deflagar um pequeno ou grande caos. Provávelmente havera participantes de roupa (sunga ou bikini). Convide-os a ficar mais para trás no grupo: Já que é WNBR, tem que aparecer os WNBRs sem roupa, respeitando quem está nú para passar nossa mensagem de como nos sentimos frente ao tránsito motorizado.

5- Tudo que você queria perguntar sobre sexo, e não tinha coragem de perguntar

5.1- É grave, Doutor?

Não, em absoluto. Participar da WNBR não causa impotência nem esterilidade, apenas embeleza nossos corpos com o exercício, o sol, o ar livre e as palmas do respeitável público.

5.2- O fio da meada (só mulheres)

Mulher, não tem nada não. Imagine um grupo de ciclistas em trajes de Eva e Adão, circulando pelo centro da cidade. Ninguém no público nem entre os WNBRs vai reparar nesse pedacinho de fio do absorvente.

5.3- Eleições (só homens)

Você pode ter pensado: "se surgir uma ereção? cómo agir? Não poderei ocultá-la, vão pensar que sou um tarado, fora a chacota..." Não tem essa. Embora rodeado de corpos nus, pensar em ficar excitado é quase ciência ficção. No grupo de WNBRs, num lugar tão insôlito quanto a via pública,
frente a atônitos cidadãos, sentado num selim e pedalando, é garantia de castidade. Nem mesmo querendo, não vai.

6- Até aí Tudo está beleza mas...

6.2- Só isso?
Não, isto não é nada: o melhor está ainda por vir, será quando você esteja pedalando livre, em todos os sentidos, pelas ruas da sua cidade. Não vai querer que acabe!

* tradução do espanhol de Leonardo Cuevas

.......................
Dica do Laércio: o texto abaixo no site ciclonudista, na página
http://www.ciclonudista.net/articulo4.htm

SI ÉSTA ES TU PRIMERA CICLONUDISTA...


A la de una, a la de dos y a la de tres... ¡Ropas fuera!

1-¿Desnudarme yo con éste cuerpo serrano? ¡Y un jamón! Pues si, si no hay tiempo para comprar un cuerpo nuevo en las rebajas, no queda más remedio que usar el que tenemos, aunque no termine de gustarnos del todo. No todo el mundo puede ser top model o mister Universo, afortunadamente. Son una minoría cuyos cuerpos son herramientas de trabajo conseguidas en muchas ocasiones a costa de su salud y de buenos retoques en las fotografías de las revistas. El resto es lo que vemos en el espejo a diario, o en la playa y las piscinas en verano. Desnudos gloriosos, llenos de rasgos únicos y rotundamente personales que nos diferencian de una vulgar "top" o un "mister" corrientito. Ya es hora de presumir un poco ¿No? Si la arruga es
bella, que lo es, el michelín es no menos sublime.

2-¿Pero cómo me quito la ropa en medio de la calle? No es tan fácil...
...Ni tan difícil. El secreto está en la masa, como las pizzas. Si hay una masa de individuos que se desnudan juntos, resulta asombrosamente fácil. Lo que para una persona es imposible por pudor y temor, se vuelve facilísimo y divertido cuando se hace en conjunto, en un ambiente de fiesta y simpatía. Y nadie se siente observado por nadie; cuando nos desnudamos en medio de un
maremagnum de cuerpos desnudos, los tabúes desaparecen como por arte de magia
y vemos la piel propia y ajena con la misma naturalidad con que contemplamos un
cuerpo cubierto con prendas de vestir.

3-¿Y que dirá la gente si me ve con éstas pintas?
Decir, más bien poco. Lo normal es que te aplaudan y te dediquen entusiastas gritos de ánimo. Que te admiren. Tampoco nadie va a pararse mucho en intentar reconocerte: a cierta distancia es difícil distinguir dentro del conjunto de ciclonudistas la cara de una persona; y si el grupo es muy numeroso no es nada fácil saber si los que van en medio del pelotón son hombres o mujeres, la propia cantidad de ciclonudistas y la postura que llevamos en bicicleta homogeneiza bastante nuestra imagen. En el centro del pelotón es más fácil distinguirnos por la bicicleta que por el cuerpo (y para eso tanta dieta y tanto gimnasio... en fin...). Y si tienes verdaderos celo por conservar el anonimato, una mascarilla de las que usan los pintores - de esas que parecen un bozal de papel- te hará irreconocible. Muchos ciclistas las utilizan habitualmente para
no respirar el humo de los coches.

Cuando calienta el Sol.

1-Yo te doy cremita, tu me das cremita.
Y es que calienta de verdad. No hay más remedio; hacer la ciclonudista en enero no es lo mismo, así que resulta obligado utiliar un protector solar adecuado a nuestro color y tipo de piel. Mejor usar un poco más de protección de la cuenta porque la duración del paseo no se puede precisar, a veces dura más de lo esperado. Puedes ponerte el protector solar antes de salir de casa o bien al desnudarte; si no se moja el cuerpo aguanta sin problemas tres o más horas.

2-Sol aquí y sol allá, maquíllate, maquíllate.
Hay ciclonudistas que decoran sus cuerpos con vistosos dibujos y eslóganes reivindicativos... y se quedan con el adorno en negativo durante todo el verano porque el maquillaje actúa como pantalla solar. El resto de la piel queda expuesto a la acción de los rayos U.V. y se broncea (o quema) quedando reservada la impronta de los dibujitos ¿El remedio? Fácil:antes de pintarse hay que usar protector solar. No somos nada sin la cremita.

3-¿Y la cabeza también es ciclonudista?
Entendemos como ciclonudismo el ir sin ropa sobre la bicicleta, pero hay complementos que no son estrictamente ropa y que resultan altamente recomendables por salud y seguridad: básicamente un gorro para protegerse del sol (o incluso el casco, quien lo use) y calzado. Y si no se utilizan alforjas, una mochila para guardar la ropa, documentación, etc. La ropa más adecuada
para "ciclonudear" es aquella que nos permite desnudarnos o vestirnos en pocos segundos: prendas anchas, que no se peguen al cuerpo ni se enganchen y que nos permitan desnudarnos sin necesidad de descalzarnos, que siempre resulta lento y engorroso en la calle.

¡Cualquiera se monta ahora en la bicicleta!

1-Pero ¿Qué es esa cosa negra de ahí?
Esa cosa negra es el sillín. Tu sillín de toda la vida. Ahora lo miras con otros ojos, parece que te fuera a morder precisamente donde estás pensando, pero no lo hará. Es tan confortable como siempre, sólo tienes que tener un poco más de cuidado al montarte. Trátalo con delicadeza y te mimará en lo más frágil. El pico parece más afilado de lo que lo recordabais, pero no pasa nada, que no es un violador ni os va a castrar, caramba. En cinco minutos ni te acordarás de él.

2-¿Es que no tenía otro momento para averiarse la maldita bici?
Quizá es que quería también tener su minuto de gloria y reclamar tu atención, que son muy suyas. Hay que llevar en las alforjas o la mochila un poco de herramienta y algo que nos permita reparar un pinchazo. No es necesario cargar con el taller; unas llaves por si se afloja algún tornillo inoportuno bastan (hay multi-herramientas muy pequeñas que nos sacan de casi cualquier
apuro). Para los pinchazos lo mejor es llevar un spray reparador, es muy rápido y fácil de usar: se acopla a la válvula y actúa inyectando espuma de látex mientras va hinchando la rueda. Si vemos que no podemos resolver la avería y se escapa el pelotón, lo mejor es vestirse y ya con más tranquilidad, intentar arreglar la bici. Con suerte podremos alcanzar al pelotón, desnudarnos de nuevo y seguir disfrutando. Y además, entre tanta bicicleta sobrarán manos amigas que nos echen una mano con nuestra avería.

3-Pedaleando, que es participio, o pluscuamperfecto, o como se diga. Aunque no vayamos a hacer precisamente la trans-pirenaica, no está de más tener unas mínimas directrices para la marcha. El ritmo de rodada es bastante lento, no vamos a hacer una carrera sino una reivindicación. Vamos a hacernos ver, que aunque parezca mentira, no somos invisibles. En la cabeza del
pelotón irá el guía de la marcha marcando el itinerario y el ritmo, por lo que no tendremos que preocuparnos más que de seguir su cadencia y no dispersarnos demasiado en el grupo. Si vais a hacer fotos es aconsejable no perder contacto con el pelotón y por supuesto no adelantar al guía, eso podría fragmentar la marcha y organizar un pequeño o no tan pequeño caos. Es probable que encuentres algún participante que lleve ropa puesta (normalmente slips o braga). Invítale amablemente a ocupar la cola del pelotón: es una marcha ciclonudista, vamos a mostrarnos sin ropa, o como mínimo a respetar a quienes no la llevan y no romper el mensaje de nuestra
frágil desnudez ante el tráfico.

Todo lo que siempre quiso saber sobre sexo y no se atrevió a preguntar

1-¿Es grave, Doctor?
No, en absoluto. Ser ciclonudista no sólo no causa impotencia ni esterilidad sino que embellece nuestros cuerpos con el ejercicio, el sol, el aire libre y los aplausos del respetable.

2-Por el hilo se saca el ovillo (Sólo para ellas)
Que no mujer, que no pasa nada. De verdad que en una marabunta de decenas de ciclistas en traje de Adán y Eva, sentado todo el mundo en sus sillínes y circulando por el centro de la ciudad nadie, absolutamente nadie entre el público ni entre los ciclonudistas va a fijarse en esos poquitos centímetros del hilito del tampón.

3-Erecciones municipales (Sólo para ellos)
Lo has pensado: «como tenga una erección, menudo lío. No puedo disimularla, van a pensar que soy un sátiro, y encima el pitorreo -nunca mejor dicho- que se va a armar. Pues no. A pesar de que vas a estar rodeado de preciosos cuerpos desnudos, pensar en erecciones es casi como de ciencia-ficción. Esa cantidad de ciclonudistas, en un sitio tan insólito como la vía pública siendo jaleados por cientos de atónitos ciudadanos mientras vamos sentados en un sillín y pedaleando es casi una garantía de castidad. Es que ni queriendo, vamos.

Todo ésto está muy bien pero...


2-¿Y esto es todo?
No. Ésto es lo de menos: lo mejor está por venir y será cuando estés pedaleando libremente, sin ropa, por las calles de tu ciudad ¡No querrás que llegue la hora de tener que vestirte!

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Peladona na Paulista

VOU TIRAR A ROUPA

Por RENATA FALZONI Publicado na BIKE ACTION DE julho de 2007.


Noticias sairam em vários sites, jornais e até na Globo: Ciclistas desnudos em protesto em várias ruas do mundo, em especial Espanha e Inglaterra no dia 9 de junho deste ano.
Veja algumas as fotos: http://www.20minutos.es/galeria/1219/0/3/
Todo mundo viu, todo mundo riu, a idéia é genial e nasceu de um consciente coletivo.
No ano de 2004 tanto no Canadá como na Espanha, rolaram manifestações idênticas, com propostas semelhantes, sem que fossem conectadas. Aí nasceu o WNBR, o World Naked Bike Ride, a Passeata Mundial dos Ciclonudistas.
Veja algum dos sites: www.worldnakedbikeride.org e http://www.ciclonudista.net/
No ano seguinte, em 2005, foram registradas 37 manifestações semelhantes, sempre com a proposta de expor a indecência do uso indiscriminado do petróleo.
Ou seja indecente não é pedalar pelado e sim usar o carro! Curioso é que na parte 1 do documentário “The World Naked Bike Ride”, produzido pela High Altitude Films (busque no youtube por highaltitudefilms) consta que a menor manifestação registrada em todo
o mundo, no ano de 2005, teria sido em SP, com dois ciclistas. Nunca soube disso e por favor quem o souber escreva-me.
São vários os motivos da bikeata de nudistas:
1. Salve o Planeta! A mudança par a um estilo de vida livre de carros é a maior atitude que um indivíduo pode ter para uma real diferença na redução do impacto ambiental sobre o nosso planeta.
2. Simplificação dos hábitos, harmonia e amor. Para garantir a sobrevivência humana, devemos parar como o desperdício, parar as lutas e matanças em nome do consumo e da concentração do
capital.
3. Tempo de se parar com a exposição indecente das pessoas e do planeta aos carros e à poluicão derivada destes. Em resumo, se você ficar em uma garagem fechada com um carro ligado, você morre em minutos; isto posto, as centenas de milhares de carros em nossas cidades cria um ar sujo, insalobre e assassino.
4. A imagem do corpo, os ciclistas desnudos mostram que o corpo em movimento é sinônimo de vida mais saudável.
5. Auto suficiência. Ciclista s são energia renovável, e portanto uma alternativa para a energia não renovável que é o petróleo.
6. Pense global e haja local. Os ciclistas promovem a economia local e as organizações ciclistas também locais.
7. Menos é mais. A grande maioria das pessoas necessita de um transporte simples e uma bicicleta é o veículo mais que suficiente. Você não precisa de um vagão para transportar uma
simples pera.
8. Pedalando sem roupa, chega-se a uma consciência do corpo, da beleza e da individualidade e a bicicleta aparece como catalizador da mudança futura de sustentabilidade, transporte,
comunidade e recreação. (aqui os caras piraram na maionese, mas é verdade!)
9. Criação de uma comunidade. A bicicleta cria espaços públicos, fomenta um estilo de vida de rua e cria um senso de comunidade. Por ex emplo, os ciclistas cumprimentam-se uns aos outros
e com isso formam uma comunidade,. (Bem diferente da guerra entre motoristas).
10. Paz de espírito. As pessoas estão procurando por lugares livre de carros, assim como os não fumantes procuram lugares livre de fumantes.
Uau, lindo! Nada mais hippie, nada mais na veia. E tudo pode ser reumido no seguinte:
1. contra a dependência global aos combustíveis
2. contra a cultura do uso de carros;
3. luta pelos direitos dos ciclistas;
4. demonstração dos riscos que os ciclistas correm;
5. celebração do corpo livre.
Na verdade a celebração do corpo livre é o que atrai mais atenção, não só da mídia e curiosos, mas também dos cicloativistas, pois o número de adeptos a estes protestos, cresce vertiginosamente.
Em Londres foram 58 em 2004, esse ano foram mais de mil arrojados pelados a girarem seus pedais em protesto pelas 24 mil pessoas que naquele pais morrem todos sos anos pela pouição do ar. http://www.oilondres.com.br/info/pedalandopelado.html
No entanto, hoje em dia é o o lado advocacy, o lado legal dos direitos dos ciclistas é a palavra de ordem do movimento: “Desnudos frente ao tráfego, por justiça nas ruas.” É muito fácil ver que em um futuro próximo seremos estudados nas escolas como os mártires do meio ambiente, os injustiçados daquele tempo em que ainda se queimava petróleo para se locomover.
Enquanto isso tudo, eu me divirto surfando entre carros e ônibus nessa cidade poluída e cega, que ainda investe bilhões de reais, para assassinar outros milhões de vidas, tudo em nome do “progresso”. Ai, ai, quanta pobreza! Ano que vem em 14 de junho de 2008 quero ver a minha turma e eu peladona pela Av. Paulista!!! Ah, ah, ah!

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O Hype chegou

imagem do site naxanta, dica do luddista

Dialogamos, debatemos e batemos o martelo. Vamos realizar nossa Bicicletada Pelada ( World Naked Bike Ride ). Produção coletiva, do flyer/cartaz, até o texto divulgação: emails disparados, blogs publicando em todo país. Inevitavelmente viria a repercursão. O Hype estava no ar!!. Na grande mídia corporativa: Estadão, CBN, etc. todos estavam por nós pautados. Ops. inclusive as autoridades... Vejam a troca de emails abaixo:

"Olá Capitão Rosendo, boa tarde.

Esse passeio ciclístico será nos moldes das tradicionais bicicletadas que acontecem toda última sexta feira do mês. Será um encontro, sem lideres, organizadores ou responsáveis, apenas um encontro de pessoas(cidadãos). A concentração será no mesmo local da Bicicletada, na Praça do Ciclista (Paulista com a Consolação) a partir das 12:00 com saída as 14:00. Como todo movimento horizontal, sem lideres, tudo é decidido na hora, de acordo com o que a maioria decidir, eu não responsável, muito menos organizador, sou apenas mais um participante que colabora com a divulgação do encontro, como ocorre com diversos sites e blogs na internet.

Vou separar as perguntas para melhor responde-las, elas são baseadas no que tenho visto nas bicicletadas e eventos ciclísticos que participo eventualmente.

Trajeto que será realizado o passeio;

Como qualquer movimento horizontal, o trajeto é definido na hora, de acordo com a maioria. Mas creio eu que, devido ao foco dessa Bicicletada ser bem diferente das demais, creio que não irá acontecer um percurso muito longo, acho que os ciclistas irão apenas circular pela Paulista até o Paraíso e voltar a praça. É uma suposição, mas pelo que eu senti nas conversas com a maioria das pessoas que irão participar, acho que deva ser esse o trajeto.

Quantidade estimada de participantes;

Nas Bicicletadas que ocorrem nas ultimas sextas do mês, geralmente temos em torno de 200 ciclistas. Creio que esse pode ser o número de pessoas que irão participar, mas isso vai depender um pouco das condições climáticas no dia, se o tempo estiver bom, é bem provável que esse número seja até ultrapassado, visto pela grande divulgação que o encontro esta tendo. Mas se o tempo estiver ruim, esse número pode diminuir, mas com base na minha experiência, dificilmente teremos menos de 50 ciclistas.

Local de dispersão dos mesmos

Muito provavelmente, com base na minha experiências nas Bicicletadas, ela sempre começa e termina na Praça do Ciclista. Obviamente que ninguém é obrigado a participar de todo o encontro. É muito comum ciclistas entrarem e saírem do grupo durante as pedaladas, mas a grande maioria começa e termina na Praça do Ciclista.

Se a CET foi informada;

Como é um encontro, sem uma organização institucional, não temos nem como avisar a CET oficialmente. Mas creio que eles já estejam a par desse encontro pela divulgação na mídia e também porque encaminhei esse convite para todos os meus contatos e entre eles existem algumas pessoas da CET. Mas da mesma maneira que ocorre as Bicicletadas, não creio que haja a necessidade de uma escolta especial, pois iremos trafegar como fazemos diariamente nas ruas de São Paulo, procurando sempre respeitar as leis de trânsito, sempre protegendo o grupo e mantendo a fluidez dos demais veículos, sem bloquear todas as faixas da via

Se haverá seguranças, para evitar acidentes

Muitos dos cidadãos participantes desse encontro são participantes habituais das tradicionais Bicicletadas que ocorrem mensalmente na cidade ha mais de 5 anos, e também de grupos de passeios noturnos na cidade, que estão acostumados a pedalar em grupo, mantendo-o coeso e evitando conflitos com outros usuários da via. Em todos esse anos nunca tivemos grande contratempos e tão poucos acidentes. Creio que nesse encontro não será diferente. Seria interessante o senhor consultar os PMs que ficam na base da polícia que fica na Praça do Ciclista, pois eles já estão acostumados com nossos encontros e poderão passar a vocês um pouco mais do espírito dos nossos encontros e manifestações. Sempre andamos dentro das leis de trânsito como todo cidadão deve fazer, com um grupo compacto, e sempre tentando fazer uma interação com a população e os motoristas, passando mensagens lúdicas, divertidas e nunca agressivas.

Uns tempos atrás, motos da Rocam eram enviadas para fazer nossa escolta, mas isso não trouxe bons resultados pois chegaram a ocorrer acidentes por contato entre as bicicletas e as motos, ocasionando algumas quedas de ciclistas, colocando em risco a integridade dos participantes e de certa forma prejudicando o trânsito, por ocupar mais pistas de rolamento que o necessário. Acho que o próprio pessoal da PM percebeu que não estava dando muito certo e pararam de enviar as motos para a escolta. O máximo que costuma ocorrer atualmente, o que já me parece suficiente, é a escolta de uma viatura no final do pelotão. Essa atitude é bem mais segura que o envio de várias motos como acontecia anteriormente, além de demandar menor efetivo alocado para o encontro.

Antes de terminar, quero agradecer o seu contato. Apesar de não ter como me responsabilizar pelo encontro, pelos motivos descritos acima, acho que todos os cidadãos, assim como eu, ficarão felizes com esse contato e a preocupação com nossa segurança. Finalizando, gostaria de deixar uma sugestão. Sei que a PM tem patrulhamento de bicicleta e acho que seria bastante adequado enviar PMs ciclistas para uma eventual escolta, em vez de enviar motos, pois como eles já são bem familiarizados com o uso da bicicleta em nossa cidade, tem a experiência necessária para fazer as abordagens eventuais dos ciclistas e zelar pela nossa integridade. Acredito que eles se sentiriam bem em participar de um evento ciclístico, pois também sabem que a nossa luta é para que a cidade seja mais humana em relação ao pedestre e aos ciclistas e para que todos possam se deslocar sem carro na cidade, não só como meio de transporte mas também como meio de trabalho, como é o caso deles."

A. P.
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A carta do Capitão da PM

Informações sobre o passeio pedalando pelado

Nome: Cap PM Rosendo
Email: cpam1p3@polmil.sp.gov.br
Cidade: São Paulo
Comentários: Boa Tarde. Como responsável pela Seção de Operações do Comando de Policiamento da Área Centro, venho por meio deste e-mail, solicitar informações a respeito do passeio ciclistico que ocorrerá na data do dia 14JUN08, conforme vinculado na página da internet (www.ciclobr.com.br/fale.asp): - Trajeto que será realizado o passeio; - Quantidade estimada de participantes; - Local de dispersão dos mesmos; - Se a CET foi informada; e - Se haverá seguranças, para evitar acidentes. Certo de contar com a sua colaboração, fico a disposição para qualquer esclarecimento. Cap PM Rosendo Chefe da Seção Operacional 3389-9027 ou 3389-9032
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quarta-feira, 11 de junho de 2008

PELADOS com


Porque pedalar nu? Porque é como os ciclistas se sentem disputando espaço com os veículos motorizados. Enquanto os motoristas estão protegidos de todos os lados freios ABS, Air Bags, Cintos, Barras de Proteção lateral, nós só contamos com a esperança de sermos vistos e respeitados.

Entre os que pilotam máquinas perigosas que pesam toneladas, existem também os que não conseguem enxergar a vida por detrás do pára-brisa. Mesmo com luzes, roupas coloridas, capacetes espalhafatosos, muitos insistem em ignorar o nosso direito de ir e vir.

Mas e pelados? Será que nem assim seremos vistos?

O World Naked Bike Ride acontece em diversas cidades ao redor do mundo e nesse ano, São Paulo também terá a sua versão. Você ciclista que também se sente nu no trânsito de São Paulo, compareça na Praça do Ciclista e faça parte da Massa Crítica.

Não é obrigatório ficar nu, o lema é “O quão nu você ousar”. Não quer tirar a roupa? Pode pedalar também, faça parte da Massa Crítica e divirta-se como todos que lá estarão.

Em caso de chuva, o evento está automaticamente CONFIRMADO, pois até na chuva andar de bicicleta é mais gostoso.

.::. World Naked Bike Ride 2008 .::.São Paulo.::.

:. sábado (14/06)

:. concentração lúdico-educativa: 12h00 para a pintura dos corpos e preparação das alegorias. Traga pincéis atômicos, tintas não tóxicas, pinturas de palhaço, faixas, seja criativo.

:. pedal pela Cidade humanizar o trânsito: 14h00

:. Praça do Ciclista: av. Paulista, alt. do 2440 (mapa)

.::. dicas e referências .::.

:. Site Oficial do WNBR (http://www.worldnakedbikeride.org/)

:. www.ciclobr.com.br

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