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domingo, 12 de outubro de 2008

Quem sabe

"ATÉ O FIM"

Não, não pare,
é graça divina,
começar bem.
Graça maior,
é persisitir,
na caminhada certa.
Manter o rítmo...
Mas a graça das graças,
é não desistir.
Podendo ou não podendo,
caindo, embora
aos pedaços,
chegar até o fim!
(D. Hélder Câmara)

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2 cicloturistas, duas histórias. Uma única inspiração: pedalar!

leia mais

Valdo de Bike

BiciBrasil - Paulo Bruneta

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sábado, 11 de outubro de 2008

Momentos

Um dedão machucado. Leves dores...música para os ouvidos. Pausa nos pedais.

Outra poesia e um vídeo:

Nine Million Bicycles (tradução) - assista o vídeo aqui

Katie Melua

Composição: Indisponível

Há nove milhões de bicicletas em Pequim
Isso é um fato,
É algo que não podemos negar,
Assim como o fato que irei te amar até eu morrer

Estamos a doze bilhões de anos-luz do fim
Isso é uma suposição
Ninguém jamais pode dizer que é verdade,
Mas eu sei que sempre estarei com você

Eu sou aquecida pelo fogo do seu amor todos os dias
Então não me chame de mentirosa,
Apenas acredite em tudo que eu digo

Há seis bilhões de pessoas no mundo
Mais ou menos
E isso me faz sentir bem pequena
Mas você é aquele que eu amo mais que todos

Nós estamos no topo
Com o mundo a nossas vistas
E eu nunca vou me cansar,
Do amor que você me dá toda noite.

Há nove milhões de bicicletas em Pequim
Isso é um fato,
É algo que não podemos negar,
Assim como o fato que irei te amar até eu morrer

Há nove milhões de bicicletas em Pequim
E você sabe que irei te amar até morrer.

Nine Million Bicycles

Katie Melua

Composição: Indisponível

There are nine million bicycles in Beijing
That's a fact
It's a thing we can't deny
Like the fact that I will love you till I die

We are twelve billion light years from the edge
That's a guess
No-one can ever say it's true
But I know that I will always be with you

I'm warmed by the fire of your love everyday
So don't call me a liar
Just believe everything that I say

There are six billion people in the world
More or less
And it makes me feel quite small
But you're the one I love the most of all

We're high on the wire
With the world in our sight
And I'll never tire
Of the love that you give me every night

There are nine million bicycles in Beijing
That's a fact
It's a thing we can't deny
Like the fact that I will love you till I die

And there are nine million bicycles in Beijing
And you know that I will love you till I die

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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Poeticamente Pedale

Balada das meninas de bicicleta

Meninas de bicicleta
Que fagueiras pedalais
Quero ser vosso poeta!
Ó transitórias estátuas
Esfuziantes de azul
Louras com peles mulatas
Princesas da zona sul:
As vossas jovens figuras
Retesadas nos selins
Me prendem, com serem puras
Em redondilhas afins.
Que lindas são vossas quilhas
Quando as praias abordais!
E as nervosas panturrilhas
Na rotação dos pedais:
Que douradas maravilhas!
Bicicletai, meninada
Aos ventos do Arpoador
Solta a flâmula agitada
Das cabeleiras em flor
Uma correndo à gandaia
Outra com jeito de séria
Mostrando as pernas sem saia
Feitas da mesma matéria.
Permanecei! vós que sois
O que o mundo não tem mais
Juventude de maiôs
Sobre máquinas da paz
Enxames de namoradas
Ao sol de Copacabana
Centauresas transpiradas
Que o leque do mar abana!
A vós o canto que inflama
Os meus trint'anos, meninas
Velozes massas em chama
Explodindo em vitaminas.
Bem haja a vossa saúde
À humanidade inquieta
Vós cuja ardente virtude
Preservais muito amiúde
Com um selim de bicicleta
Vós que levais tantas raças
Nos corpos firmes e crus:
Meninas, soltai as alças
Bicicletai seios nus!
No vosso rastro persiste
O mesmo eterno poeta
Um poeta - essa coisa triste
Escravizada à beleza
Que em vosso rastro persiste,
Levando a sua tristeza
No quadro da bicicleta.


Vinicius de Moraes

p.s. capturado no pedivela

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domingo, 5 de outubro de 2008

Impermanente


Tudo o que nasce morre.
Tudo o que chega parte.
O que foi tomado será perdido.
O que foi feito será quebrado.
O tempo passa como uma flecha.
Tudo é efêmero.
Há algo, neste mundo, que não seja transitório?
(Dogen Zenji)


Desde a mais tenra infância, sempre no começo da primavera, sinto o peso de cronos em meu ser. É em outubro, que um desejo agiganta-se em nossa (quase) consciência: recuperar nosso kairos.
Como gostaria nesse mês de pedalar por algumas estradas rurais de São Paulo e Minas Gerais, de ler mais e mais poesias, de almoçar um simples arroz ( pode ser acompanhado do feijão), ver e ouvir um samba...tudo isso pranteado pelas asas da liberdade. Que bom seria!!!

sábado, 27 de setembro de 2008

V e r m e l h o

fonte: bicicletada Curitiba

22 aninhos
Parabéns, Lulu...


21 aninhos
parabéns Felipe

foto: Polly

foto: Tessie 27

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Rojo




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terça-feira, 23 de setembro de 2008

R E D


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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Flores e Poesia na Primavera


Lei do Passante

Passante, quase enamorado,
nem livre nem prisioneiro
constantemente arrebatado,
-- fiel? saudoso? amante? alheio? --
a escutar o chamado,
o apelo do mundo inteiro,
nos contrastes de cada lado...

Chega?

Passante quase enamorado,
já divinamente afeito
a amar se ter de ser amado,
porque o tempo é traiçoeiro
e tudo lhe é tirado
repentinamente do peito,
malgrado seu querer, malgrado...

Passa?

Passante quase enamorado,
pelos campos do inverdadeiro,
onde o futuro é já passado...
-- Lúcido, calmo, satisfeito,
-- fiel? saudoso? amante? alheio? –
só de horizontes convidado...

Volta?

Cecília Meireles, Poemas Escritos na Índia, in Obra Poética - Volume Único, Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1987

Passos no Paladar de palavra

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domingo, 21 de setembro de 2008

Caminhe no Dia Mundial Sem Carro

Vamos caminhar? Agora, mais uma alternativa, para você deixar seu carro em casa.

1- Caminhe até seu destino ( casa, trabalho, escola/faculdade).

2- Uau, as faixas estão pintadas!! Aproveite, utilize-as. ( cuidado, os motorizados, não estão acostumados com isso)


4- Calor forte, aproveite compre um "moderno protetor solar"

5- Observe, a primavera chegou: vejo flores em você...( assista a aula do MIG)
Mestre MIG, falou: "A árvore sob a qual o pedestre está é um plátano, o da bandeira do Canadá. As flores são da primavera que está à direita, ao lado da grade branca."

6- Falta pouco, devagar nos metros finais.

6- Quem te espera...

Pq caminhas?



Como substituir seu carro no Dia Mundial Sem Carro:

Ônibus - clique aqui

Trem - clique aqui

Táxi - clique aqui

Use Transporte Público - clique aqui

Dia Sem Carro em SP - 2007
Dia Sem Carro em SP - 2006
Dia Sem Carro em SP - 2005

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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Ville

Foto: G1


O mais belo do mares
é aquele que não navegamos.
O mais belo dos nossos filhos
ainda não é crescido.
O mais belo dos nossos dias
ainda não vivemos.
E aquilo que quero dizer-te de mais belo
ainda não te disse.

Nazim Hikmet

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Certas coisas



Certas Coisas

Lulu Santos

Composição: Lulu Santos / Nelson Motta

Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz,
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Prepare seus pedais


TODO SENTIMENTO

.

Preciso não dormir até se consumar
O tempo da gente
Preciso conduzir o tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir no último momento
O tempo que refaz o que desfez
E recolhe todo o sentimento
E guarda no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair doente, doente
Prefiro então partir a tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro, com certeza
Talvez no tempo da delicadeza
Onde não diremos nada,
Nada aconteceu
Apenas seguirei como encantado
Ao lado teu.

- Chico Buarque e Cristóvão Bastos -



Só para lembrar, em setembro: bicicletada toda 6ª.
E dia 22 de setembro, o Dia Mundial sem Carro.

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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Tupi or not tupi

Ciclistas de São Paulo pedalam inspirados em Mário de Andrade


Locais citados no poema “Quando eu morrer”, da Lira Paulistana, serão pontos de intervenção ciclística e cultural

No próximo domingo (07/09), ciclistas de São Paulo vão pedalar na poesia de Máriode Andrade. Pátio do Colégio, Vale do Anhangabaú, Faculdade de Direito da USP,Pico do Jaraguá e outros cartões postais da capital paulista, citados no poema“Quando eu morrer”, da obra Lira Paulistana, serão visitados pelos amantes do pedal.

Cada ponto citado no poema contará com uma intervenção cultural. De esquetes a recital de poesias, os ciclistas vão mostrar que pedalar também é cultura.Pegue sua bicicleta, coloque sua poesia, música ou peça teatral predileta na mochila e venha pedalar nos locais que inspiraram este autor apaixonado pela “Paulicéia Desvairada”.


Pedal Cultural – Na poesia de Mário de Andrade


Domingo, 07/09, 9h00
Saída da Praça do Ciclista (Av. Paulista x Rua da Consolação)


+ info Bicicletada.org

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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Fixamente







Leia e pedale, uma boa pedida.

p.s. bicicletas rodas fixas na cidade de SP.

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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Pedro penseiro

A FLOR E A NÁUSEA

Carlos Drummond de Andrade

Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?
Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas consideradas sem ênfase.
Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
E soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.


p.s poesia e fotos do R.Mapplethorpe dica da Polly - agradeço.
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domingo, 31 de agosto de 2008

Direitos e participação popular

Lema em amarelo pela questão do dia sete de setembro e pelas cores de fundo do desenho. Vermelho para o Grito, pela identidade do evento.

Ilustração: pessoas em movimento, com bandeiras se misturando à natureza e à cidade. Elementos da água e terra e e imagem em cestaque de uma criança ao lado de uma pessoa ajudando uma outra em situação de exclusão. Ambas sendo sustentadas por uma grande mão. Outras mãos retiram lixo do rio (abaixo à esquerda) e uma outra mão semeando a vida (abaixo à direita). De uma semente abaixo do cartaz, sai um traço que se confunde com uma das pessoas e vai até a bandeira onde sai uma flor no lugar da palavra ‘ordem e progresso’ da grande bandeira que está na parte superior do desenho.

Poema dos 13 anos do Grito dos Excluídos

Neste momento de graça
De esperança e luz
Para narrar com firmeza
Pedimos força a Jesus
Com a mente iluminada
Falamos da caminhada
Do povo que vos conduz

O que vamos relatar
Fala como começou
O grito dos excluídos
Quem o idealizou
Na semana social brasileira
Surgiu a idéia primeira
E o Grito o povo aprovou

Um coral de várias vozes
Uma manifestação popular
Com brilho e simbolismo
Dos que querem transformar
Grupos, Ongs, igrejas e entidades
Gritando por igualdade
Para a vida melhorar

Completa hoje 13 anos
O grito dos excluídos
Povo sem vez e sem voz
Pelos governos esquecidos
Com fé, esperança atua
Todo ano vai à rua
Gritar para ser ouvido

Os objetivos do grito
É denunciar a exclusão
Anunciar a esperança
levar a informação
Propor um modelo novo
Que integre a vida do povo
Com poder de decisão

O Grito a cada ano
Traz um lema relevante
Ligado à vida do povo
Com informação importante
Aborda vários problemas
Vamos citar os 13 temas
De uma forma elegante

No ano 95
Um grito ecoa no ar
O povo estava na rua
Com força para gritar
Foi um momento bonito
Surgiu o primeiro Grito
A VIDA EM PRIMEIRO LUGAR

Em 96 o segundo Grito
TRABALHO E TERRA PARA VIVER
É necessária a reforma agrária
Para o Brasil pode crescer
Com a mobilização
Maior participação
A mudança pra valer

Em 97 o terceiro Grito
QUEREMOS JUSTIÇA E DIGNIDADE
Profetizar é preciso
A solidariedade
Somente se organizando
E juntos reivindicando
Transforma a sociedade

Em 98 o quarto Grito
AQUI É O MEU PAIS
Povo forte resistente
Lutar foi o que sempre quis
Que buscam a fraternidade
Ética e honestidade
Por uma nação feliz

Em 99, O quinto Grito
BRASIL UM FILHO TEU NÃO FOGE A LUTA
Contra a política neoliberal
Um modelo sem conduta
Enquanto o rico só cresce
O povão mais empobrece
Vive uma eterna disputa

Em 2000 o sexto Grito
Ouvia-se a voz popular
Fora o FMI
A Divida Externa não pagar
PROGRESSO E VIDA, PÁTRIA SEM DÍVIDAS
Chega de tanto roubar

2001 o sétimo Grito
As vozes se misturando
Na caminhada do povo
Jesus cristo ia marchando
A esperança se abriu
POR AMOR A ESSA PÁTRIA BRASIL
Que a gente segue gritando

2002 o oitavo Grito
SOBERANIA NÃO SE NEGOCIA
No plebiscito não a ALCA
Era o Grito que se ouvia
Queremos independência
Um governo com transparência
E um povo com alegria

2003 o nono Grito
Uma verdadeira explosão
Falas, cantos, poesias
Em meio à multidão
Todos com o mesmo sentido
Fora estados unidos
TIREM A MÃOS O BRASIL É O NOSSO CHÃO

2004 o décimo Grito
Que bela concentração
A energia desse povo
Traz força e emoção
BRASIL: MUDANÇA PRA VALER
O POVO FAZ ACONTECER

Políticas de inclusão

Em 2005, o décimo primeiro Grito
Um Grito forte e bem brasileiro
Vai ecoar no mundo inteiro
É o Grito para falar
Das coisas que o império não pode dominar
Gritamos com força, garra e esperança
BRASIL: EM NOSSAS MÃOS A MUDANÇA

Em 2006 décimo segundo Grito
Multidões nas ruas a Gritar
Participando e Construindo em Mutirão
Um grande projeto Popular
BRASIL, NA FORÇA DA INDIGNAÇÃO
SEMENTES DE TRANSFORMAÇÃO

Esses Frutos Vamos Saborear.

2007 já é o décimo terceiro Grito
Mais um Plebiscito pra gente Votar
Já basta de Privatização
O Patrimônio Público vamos recuperar
ISTO NÃO VALE!
Queremos Participação No Destino da Nação
O Leilão da Vale vamos Anular.

Terezinha Santos, Sonia Freitas - Recife/PE, e Antonia Carrara - São Paulo/SP

Este poema teve a primeira parte da construção no ano de 2005, no decorrer do 7º Encontro Nacional dos Articuladores do Grito dos/as Excluídos e desde então foi sofrendo acréscimos ano a ano.

+ Info clique aqui

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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Critical Mass SAMPA


O que será, que será?
Que andam sussurrando em versos e trovas?
Que andam combinando no bréu das tocas?
Que andam ascendendo velas nos becos?
Que estão falando alto pêlos botecos?
E gritam nos mercados que com certeza
Está na natureza.
Será, que será...
O que não certeza, nem nunca terá?
O que não tem tamanho?


O que será, que será?
Que vive nas idéias desses amantes?
Que cantam os poetas mais delirantes?
Que juram os profetas embriagados?
Que está na fantasía dos infelizes?
Em todos os sentidos.
Será, que será.
O que não tem descência, nem nunca terá?
O que não tem censura, nem nunca terá?


O que será, que será?
Que todos os avisos não vão evitar?
Por que todos os risos vão desafiar?
Por que todos os sinos irão repicar?
Por que todos os hinos irão consagrar?
E todos os meninos vão desembestar?
E todos os destinos irão se encontrar?

O que não tem governo, nem nunca terá?
O que nao tem vergonha, nem nunca terá.?
O que não tem juízo....

*dica poema: Tessie27
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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

BICICLETADA POR 2


POR DOIS
Tudo feito por dois
Tem mais sabor na Vida
São sempre dois a rir
Se a estrada está florida
São dois a soluçar
Se a estrada está sem flor...
E assim a dor ao meio repartida
Fica muito menor
Já quase nem é dor
Mas se a felicidade
É a fruta apetecida
Saboreada por dois
Tem muito mais valor!

JG de Araújo Jorge